Educação, sinônimo de construção conjunta

15.06.2012 | Comente

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Estímulo à visão crítica, ao diálogo e à formação para a cidadania. Entre as atividades de sua reabertura, o Museu do Meio Ambiente lança um Programa Educativo transdisciplinar, que complementa seus diversos conteúdos a partir das múltiplas expressões culturais da sociedade.

“O Programa Educativo é um conjunto de atividades de diferentes linguagens voltadas à construção conjunta de conhecimento”, explica Claudison Rodrigues, Coordenador de Programas do Museu do Meio Ambiente. “Voltado ao público escolar e famílias, o Educativo se propõe a acolher as diferentes visões de mundo, baseadas nas experiências de cada visitante”.

As atividades e oficinas acontecem em um espaço apelidado de Viveiro, ou “local onde se semeia”, em que se dão as experimentações e vivências lúdicas, com técnicas e suportes diversificados. Acontecem também na área verde do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, onde se localiza o Museu, estabelecendo um diálogo entre as questões ambientais do mundo contemporâneo e a diversidade de espécies de plantas e animais da Instituição. 

Entre as atividades, jogos cujas dinâmicas não têm como fim estabelecer um ganhador, mas transportar os grupos para situações com diferentes graus de complexidade, com livre elaboração de saídas. O programa conta ainda com contação de histórias e caminhadas mediadas.

“O Museu não tem a palavra final, nem a resposta certa. Cabe ao jogador, ou à equipe de jogadores, discutir as melhores alternativas, em um exercício democrático de negociação e tomada de decisões”, resume Claudison. 

Quatorze jovens, universitários ou recém-formados, foram selecionados para ser os braços do Museu no Programa Educativo. Vindos das mais diversas áreas de estudo, como biologia, agronomia e artes cênicas, eles passaram um mês sendo capacitados para receber o público e promover atividades.

A produtora cultural Daniela Chindler assina o Programa Educativo do Museu. Sua empresa, a Sapoti Projetos Culturais, está no mercado há mais de 15 anos e tem projetos semelhantes em diversos museus e centros culturais, entre eles o CCBB do Rio de Janeiro.

“Trabalhamos com a difusão do conhecimento de maneira lúdica. Um educativo é um processo de formação contínua, tanto para os jovens, as famílias e as escolas, como para os educadores” explica Daniela. “Fazemos uma preparação, uma espécie de curadoria educativa, mas o conteúdo está sempre se transformando a partir da resposta do público, em uma troca contínua”, complementa.

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